sexta-feira, 5 de maio de 2017

Exército faz 1º curso para sargentos mulheres; conheça a 1ª colocada

Gabrielli Lopes enfrentou

 concorrência de concorrência de 179
 por vaga e foi a 1ª colocada

Aos 21 anos, Gabrielli Lopes escolheu uma rotina bem diferente da maioria dos jovens. Desde o dia 17 de abril, seu dia a dia é exaustivo com muito estudo e exercícios físicos no curso de formação de sargentos do Exército.

Em busca de um futuro estável, ela se dedicou exclusivamente aos estudos por 10 meses atrás de uma vaga. A recompensa foi a aprovação, em 1º lugar entre as mulheres, no concurso da Escola de Sargento das Armas (ESA) na área de combatente/ logística-técnica/ aviação, realizado no ano passado. Gabrielli deixou para trás 12,5 mil candidatas, uma concorrência de 179 por vaga, e conseguiu uma das 70 vagas no curso.

“Eu só queria passar. Se passasse na 70ª posição seria ótimo. Eu não esperava esse resultado. Quando vi a concorrência fiquei assustada, mas percebi que tinha que pensar na minha prova”, afirma Gabrielli.

Essa foi a primeira vez que o Exército abriu seleção nessa área para mulheres. A jovem acredita que terá uma grande responsabilidade para que outras turmas de mulheres possam surgir no futuro.

“Essa turma vai fazer história e ser o exemplo para outras. Eu acho que tem que expandir cada vez mais para as mulheres”, afirma.

Segundo o Exército, as mulheres recebem a mesma instrução militar básica ministrada aos homens e participam de marchas (a pé e motorizadas), acampamentos, tiro real, jogos de guerra (em computadores) e manobras logísticas, na esfera de suas especialidades. Atualmente, cerca de 8 mil mulheres ocupam cargos em organizações militares de todas as regiões do país.

O curso de formação de sargentos vai até dezembro de 2018 e acontece em regime de internato. Os alunos podem sair nos dias de semana em caráter excepcional, e nos finais de semana eles podem ser liberados a critério do comandante.

A jovem deixou o bairro de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, e se apresentou para o curso em 17 de abril, em Juiz de Fora (MG).
Gabrielli optou pelos concursos públicos pela estabilidade e pelo plano de carreira. Ela tem familiares militares e seu irmão era do Exército. “Tenho curso técnico em enfermagem e pensei em fazer o concurso para a área da saúde, mas quando vi a opção de combatente fiquei em dúvida. Só decidi dois dias antes de terminar a inscrição”.

Fonte:G1 Por Pâmela Kometani  /  Foto: Rodrigo Gorosito



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