sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Mulheres são a maioria das vítimas do tráfico de pessoas, aponta relatório

Por:Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Relatório apresentado durante o 1º Seminário Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, no Rio de Janeiro, revela que de 2014 a 2016, a Secretaria de politicas para Mulheres,  contabilizou, pelo Serviço Ligue 180, um total de mulheres vítimas de tráfico de pessoas superior ao de homens, para fins de exploração sexual e trabalho escravo.

Do total de 488 casos identificados pelo Ligue 180 para exploração sexual, 317 eram mulheres e cinco homens. Para trabalho escravo, foram recebidas denúncias de 257 casos no período de 2014 a 2016, com predominância também de mulheres, 123 contra 52 homens.

Em termos de idade, a faixa etária compreendida entre 10 e 29 anos concentra cerca de 50% do total, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Pela SDH, crianças e adolescentes são vítimas de tráfico de pessoas, especialmente nas faixas etárias de 0 a 17 anos. Entre 2014 e 2016, elas somaram 216 traficados do total de 413.

Ainda de acordo com o relatório, “o conceito de tráfico de pessoas utilizado pela polícia não é o mesmo que é empregado pelo Ministério do Trabalho ou pelas instituições que assistem às vítimas, impossibilitando a comparação”.

Outros dados
Já um levantamento do Ministério da Saúde revela que há maioria de mulheres – 301 - entre as 408 vítimas de tráfico de pessoas comunicadas de 2014 a 2016, representando 75% do total. O mesmo aponta estatística da Secretaria de Direitos Humanos, por meio do Serviço Disque 100. Há maioria de mulheres  - 166 para um total de 413 denúncias -, embora um número relativo de pessoas (157) não tenha informado o sexo.
Em relação ao número de pessoas vítimas de tráfico atendidas pelo serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI) nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), o Ministério do Desenvolvimento Social identificou grande maioria de pessoas do sexo masculino. Das 843 vítimas de tráfico, 631 são homens.

O relatório indica que em termos de idade, a faixa etária compreendida entre 10 e 29 anos concentra cerca de 50% do total de vítimas de tráfico de pessoas, de acordo com dados do Ministério da Saúde. 

Pela SDH, crianças e adolescentes são vítimas de tráfico de pessoas, especialmente nas faixas etárias de 0 a 17 anos. Entre 2014 e 2016, elas somaram 216 indivíduos traficados do total de 413.

Dados recentes da Polícia Federal, que compreendem de 2007 a 2016, revelam que no universo de pessoas indiciadas por tráfico de pessoas ou tipos penais correlatos, há mais mulheres do que homens em caso de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual (147 contra 138 homens), enquanto no crime de redução à condição análoga à de escravo, a maioria dos indiciamentos é de homens (1.284 contra 99 mulheres).

Plano
O Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciou a coleta de subsídios para a elaboração do 3º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, cuja implementação está prevista para o período entre 2018 e 2021. Segundo o diretor do Departamento de Políticas de Justiça do ministério, Jorge da Silva, “o grande problema é que o Brasil também está na rota do tráfico de pessoas”.

Trata-se, segundo Jorge da Silva, de um problema sério, principalmente de exploração sexual e de trabalho escravo, com foco nos estados do Nordeste, em especial, embora ocorra também nas regiões Sudeste e Sul. “Nós estamos fazendo um grande esforço. A Polícia Federal tem trabalhado muito nas fronteiras. Eu diria que é um problema grave, sério, e a sociedade brasileira precisa estar antenada para esse problema”, sugeriu.

Em todo o mundo, o tráfico de pessoas só perde para o tráfico de drogas e de armas, em termos de recursos auferidos pelos exploradores, salientou o diretor. “Acho que nós estamos fazendo o dever de casa”. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 2014 apontam que os traficantes ganham US$ 32 bilhões com o tráfico de pessoas, sem contar o trabalho escravo, que produziria US$ 150 bilhões. “Estamos falando aí, no geral, de US$ 180 bilhões que esse mercado do submundo produz”.

O Brasil está passando do 2º Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas para o terceiro plano, com apoio da União Europeia e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC). Jorge da Silva disse que o plano dará ênfase à exploração sexual e ao trabalho escravo. Destacou que o Ministério do Trabalho tem exemplos de como se desenvolve não só o trabalho escravo, mas também a servidão doméstica no país, quando pessoas em condições de vulnerabilidade econômica aceitam qualquer tipo de trabalho e são exploradas até por empresas.

Fonte : AG. Brasil 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Professor que comparou cerveja escura a mulher negra se torna réu por racismo

A 2ª Vara Federal de Campos aceitou denúncia feita pelo Ministério Público Federal contra o docente Maurício Nunes Lamonica,  do Instituto Federal Fluminense (IFF), em Campos dos Goytacazes, no norte do estado. O professor sera , será investigado pelo crime de racismo. 

Em março do ano passado, o professor postou mensagem nas redes sociais comparando a mulher negra a uma cerveja escura. Em uma foto segurando uma cerveja, ele disse:
“Para ninguém achar que eu não gosto de afrodescendente”. E acrescentou: “Nega gostosa. Uh! Foi mal”.

Para Justiça Federal, a declaração do professor sugere desprezo pela população negra e se encaixa em discriminação pela cor de pele. Na denúncia, o MPF reforça que o racismo não está apenas na comparação entre a cerveja e as mulheres negras, mas também na ironia.
Os procuradores destacam também o fato de a agressão ter sido feita por um professor, que tem o papel de educar, e ter sido disseminada pela internet, com rápida repercussão.

Na época, o professor foi denunciado pela Comissão de Igualdade Racial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campos, que elaborou uma notícia-crime contra Lamonica.

O racismo coloca em risco a vida das mulheres negras

O movimento de mulheres negras chama atenção para a relação entre machismo e racismo, que reforça estereótipos de gênero e contribui para aprofundar desigualdades.

 A coordenadora da organização não governamental Criola, Lúcia Xavier, vem alertando para a sexualização de mulheres negras, que tem um fundo histórico, e é responsável pela desvalorização da vida delas. O resultado, afirma, está no crescente índice de violência.
Pesquisa da Organização Mundial de Saúde (OMS) constatou, por exemplo, que o número de mortes violentas de mulheres negras aumentou 54% em dez anos, entre 2003 e 2013, chegando 2.875 vítimas. No mesmo período, homicídios de mulheres brancas caiu 9,8%.

Defesa
O advogado do professor do IFF, Amyr Moussalem, afirmou que Lamonica não foi notificado e prefere não se pronunciar. Ele adiantou, no entanto, que o acusado vem participando de diversas audiências sobre o tema e inclusive já se retratou publicamente.

Por meio da assessoria de imprensa, o Instituto Federal Fluminense informou que na época do ocorrido abriu um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta do professor e decidiu pela aplicação de uma advertência. Segundo o instituto, ele ficou afastado das atividades durante o processo e atualmente voltou a dar aulas no ensino médio.

  • Por Raquel Júnia - Repórter do Radiojornalismo/ Colaboração  Isabela Vieira - Agência Brasil
  • Redição : Mônica Aguiar  
  • Foto : Blogueiras Negras . Cartaz adaptação da campanha  " SUS  Sem Racismo" de 2014.

sábado, 16 de setembro de 2017

Conferência Internacional sobre culturas africanas

Cabinda - A cidade de Harare, capital da República do Zimbabwe, acolheu nesta primeira quinzena de setembro a 2ª Conferência Internacional sobre Culturas Africanas (ICAC), organizada pela Galeria Nacional de Artes daquele país africano.

Em nota à Angop , a Embaixada de Angola no Zimbabwe, fala  que o evento serviu de plataforma para reimaginar o futuro das instituições de arte e indústrias do património diante dos atuais desafios socioeconômicos e políticos no continente.

De acordo com o documento, o encontroo tem lugar num momento em que as instituições de arte de todo o mundo precisam de atenção urgente tanto das autoridades locais quanto das corporações e seus governos.

No encontro teve temas como:- "A dimensão histórica da arte em África", "O desenvolvimento da arte contemporânea no continente", "Espaço e Urbanismo para o futuro de África", "Construindo a partir do zero e conectando os espaços abertos para a arte africana contemporânea", "A tradição do design em África e seu impacto nas artes e na cultura" e "O papel do património na formulação de identidade".

Durante o evento, foi inaugurada uma exposição com obras de diferentes artistas do continente africano, com destaque para as principais narrativas africanas ao explorarem pontos de encontro africanos e ocidentais num contexto de preocupações contemporâneas.

Estiveram presentes nessa conferência internacional sobre cultura e arte africana, representantes do país anfitrião, Zimbabwe, bem como da África do Sul, Angola, Zâmbia, Uganda, Nigéria, Ghana, Quénia, Botswana, Namíbia, Senegal. A maioria dos presentes era acadêmica que desenvolvem trabalhos de pesquisas nas áreas ligadas indústrias criativas, cultura, patrimônio e ensino artístico.

A primeira Conferência Internacional sobre Culturas Africanas (ICAC) foi realizada em 1962, igualmente em Harare, desempenhou um papel importante pelos seus resultados, não só para a região, mas para todo o continente.

O seu impacto permitiu traçar as formas em que instituições, governos, académicos e os praticantes envolvidos com o continente deverão interagir para promover no futuro a discussão da arte e cultura.

No final do evento, os participantes visitaram as ruínas da antiga Capital do reino Monomutapa, conhecidas por Great Zimbabwe, inscritas na UNESCO como patrimônio mundial da Humanidade, e estiveram nas escolas de artes e exposições de artes esculpidas em pedra.

Leia na integra http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura.html 

Fonte :ANGOP


Em Santos, mulheres poderão descer fora dos pontos de ônibus durante a noite

Legislação com o mesmo teor já está em vigor em outras cidades da região

A exemplo do que já acontece em outros municípios da Baixada Santista, em Santos, mulheres que utilizam o transporte público municipal poderão descer dos coletivos fora dos pontos, após as 22 horas. A medida, que entra em vigor neste domingo (17), visa garantir mais segurança às passageiras em horários considerados perigosos e foi anunciada pela Prefeitura em entrevista coletiva nesta sexta-feira (15). 
(Foto: Carlos Nogueira/AT)
Com a novidade, que será implantada por meio da aprovação de decreto, os motoristas de ônibus poderão fazer o desembarque das mulheres em qualquer local onde seja permitido estacionamento, mesmo que no trecho não haja ponto de parada regulamentado. A única condição imposta é que seja respeitado o trajeto original do coletivo. A medida vale para o período entre 22 e 5 horas. 
Outras cidades 
Legislação com o mesmo teor já está em vigor em outras seis cidades da região. Guarujá e Itanhaém foram as primeiras a adotar o desembarque fora dos pontos de ônibus, entre 22 e 5 horas. Nas duas cidades, desde 2014, passageiras do sexo feminino podem descer em locais mais próximos de suas residências, por segurança. 
Em Cubatão, a mudança entrou em vigor em agosto de 2015. Porém, na Cidade, ela vale para passageiros de ambos os sexos. No mesmo período, usuários têm o direito de solicitar aos motoristas que parem os veículos fora do ponto, a fim de que desçam do coletivo com segurança. Passageiros que aguardam por condução também podem pedir aos motoristas, no mesmo horário, que parem fora do local específico para pegá-los. No mesmo ano também entrou em vigor a mudança em Mongaguá e Peruíbe. 
Já em Praia Grande, o programa “Parada Segura”, também válido entre 22 e 5 horas, está em vigor desde o ano passado. Ele contempla mulheres e pessoas com deficiências visual e física. Para que o condutor possa parar no local desejado, a única orientação é que ele seja informado antes.
Em São Vicente, o transporte público também tem permissão para parar em outros locais, além do ponto de embarque e desembarque, a qualquer momento. No Município, a medida vale para todos os passageiros.  e 

Já em Bertioga, o desembarque fora do ponto de ônibus também é autorizado a passageiros de ambos os sexos, desde o ano passado. Na Cidade, a solicitação é feita pelo passageiro, por meio dos dispositivos sonoros ou luminosos disponíveis no veículo, ou diretamente ao motorista, que tem a responsabilidade de fazer a parada em local que ofereça segurança no momento do desembarque

Medida só valerá no período da noite, desde que seja respeitado o trajeto do coletivo

Fonte:atribuna

Em nota, Sindicato dos Jornalistas condena sexismo na redação

O Código de Ética dos Jornalistas determina que é dever dos jornalistas combater quaisquer práticas de perseguição ou discriminação
Coletivo de Mulheres Jornalistas – Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF
O jornal Correio Braziliense, veículo impresso de maior circulação na capital do país, publicou nessa segunda-feira (11/9), em sua edição impressa e também em seu site, um texto, na seção “Crônica da Cidade”, que causou perplexidade, indignação e revolta em jornalistas do Distrito Federal e também em diversos leitores.
Intitulado “A estagiária”, em sua versão impressa, e “O primeiro dia de trabalho de Melissinha”, na versão on-line, o texto, assinado pelo jornalista Guilherme Goulart, mesmo que em formato de crônica, é um explícito desrespeito às mulheres, de modo geral, e às jornalistas e estagiárias, em particular. A maneira em que trata o assédio como forma corriqueira escancara o machismo e o sexismo ainda tão presentes nas redações, além de potencializar a ideia encrustada no imaginário da nossa sociedade patriarcal da mulher como objeto e de disputa entre colegas no ambiente de trabalho.
A repercussão negativa fez com que o jornal retirasse o texto do ar, logo que os comentários em repúdio começaram a circular nas redes sociais. As reações foram proporcionais ao nível de desrespeito contido no texto, que certamente passou pelo crivo do responsável pela editoria de Cidades.
Na manhã desta terça-feira (12), o jornal e o jornalista publicaram um pedido de desculpas, reconhecendo o erro desproporcional e a nocividade do texto. No entanto, as retratações não retiram a gravidade do fato, que continua merecendo o nosso repúdio e reflexão.
O escárnio vem num momento em que crescem as denúncias de estupros e violência sexual contra as mulheres, muitas vezes divulgadas nas páginas do próprio jornal. O Correio Braziliense errou feio ao publicar um texto que naturaliza o desrespeito contra a mulher em seu ambiente de trabalho. E, pior, naturaliza a ideia de que estagiárias estão nas redações para serem assediadas pelos seus colegas, posicionados em situação de hierarquia.
É inacreditável, conforme escreveram diversos leitores e jornalistas, que o texto, sem qualquer relevância e interesse público, conforme preconizam as teorias do jornalismo, tenha passado pela chefia do setor em que fora publicado.
Por isso, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF repudiam o texto e pedem explicações à direção do jornal sobre a publicação do conteúdo, de responsabilidade não somente do jornalista, mas, sobretudo, do veículo. Além disso, se solidarizam com as jornalistas e estagiárias frontalmente atingidas e com todas as outras que já foram vítimas de assédio.
O SJPDF ressalta que uma das ações realizadas no último ano foram as cobranças e fiscalização para que as direções dos veículos respeitem os estagiários, muitas vezes explorados como substituição da força de trabalho de jornalista profissional.
Também vale destacar a pesquisa realizada em 2016 pelo Sindicato, mostrando que 77,9% das jornalistas já sofreram algum tipo de assédio moral por parte de colegas ou de chefes diretos. Um número maior ainda, 78,5%, já enfrentou algum tipo de atitude machista durante entrevistas.
O Código de Ética dos Jornalistas determina que é dever dos jornalistas combater quaisquer práticas de perseguição ou discriminação. Assim como manter relações de respeito e solidariedade no ambiente de trabalho.
O fato ocorrido ontem demonstra que ainda temos muito pelo que lutar e destaca a necessidade de intensificar a campanha contra o machismo e o assédio sexual nos locais de trabalho. Também nos faz reafirmar que esse tipo de jornalismo, sem qualquer consideração ética e diálogo com o interesse público, não é o modelo que defendemos. Exigimos, portanto, explicações do jornal Correio Braziliense.
» Coletivo de Mulheres Jornalistas 
Fonte : Agência Patrícia Galvão 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Encontro Debaterá Sobre -"Saúde Mental, Gênero e Violência"

O Conselho Regional de Psicologia, juntamente com a Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher realizará amanhã,  dia 15, às 8h30, na Escola Superior de Advocacia da OAB, encontro sobre saúde mental, gênero e violência.
 A atividade tem a colaboração da Ordem dos Advogados Seção Bahia (OAB-BA), do Conselho Regional de Serviço Social da 5ª Região – Bahia (CRESS-BA), do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB), do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacionalda,  do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher – NEIM, e  da Rede Dandaras.
Temas como saúde mental, violência contra a mulher e aborto serão objetos de debate no encontro. As/Os participantes contarão com palestras, oficina sobre notificação compulsória em situações de violência, além do (re) lançamento do livro “O aborto e (não) desejo de maternidade(s): questões para a psicologia”.
As inscrições serão gratuitas e podem ser realizadas  no local, com fornecimento de atestado de frequência e justificativa par falta no trabalho, quando solicitado.
Programação 
8:30h às 9:00h – Inscrições e credenciamento
9:00h às 10:00h – Saúde mental, gênero e violência
Profa Dra. Valeska Zanello (Professora de Psicologia da UnB, Pesquisadora sobre saúde mental e gênero, foi representante do Conselho Federal de Psicologia no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (SPM) e no GEA (Grupo de Estudos do Aborto), é Membro do Grupo de Estudos Feministas (GEFEM) da UnB.
10:00h às 12:00h – Violência contra a mulher: uma discussão interdisciplinar
CRP03 – Alessandra Almeida
CREMEB – Dra Débora Angeli
CRESS – Elisângela de Souza Santos
CREFITO – Dra. Patricia  Moreira Bastos
OAB/BA – Dra. Itana Viana
REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – Sandra Munoz
NEIM /UFBA – Dra. Darlane Andrade
REDE DANDARAS – SAÚDE DA MULHER NEGRA – Laura Almeida
12:00h às 13:00h – Intervalo
13:00h às 16:00h – Vivência sobre Notificação compulsória em situações de violência contra a mulher
Cynthia Amaral (Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia)
Jaqueline A. de Jesus Brito (Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público da Bahia)
Emanuelle Goes (ISC/UFBA)
Ana Claudia Urpia (GTRGP/CRP03, GT Rede de Enfrentamento à violência, Secretaria Municipal de Saúde de Salvador)
Edna Rezende (Secretaria Municipal de Saúde de Salvador)
16:00h às 16:30h – Intervalo
16:30h às 18:30 –  Aborto: uma discussão interdisciplinar
Palestra e (re)lançamento do livro “O aborto e (não) desejo de maternidade(s): questões para a psicologia” – Profa. Dra. Valeska Zanello (UnB)
As mulheres e a autonomia sobre os seus corpos: discussões acerca do aborto e dos direitos sexuais e reprodutivos – Alessandra Almeida (Grupo de Trabalho Relações de Gênero e Psicologia – CRP03)
Aspectos jurídicos relacionados ao abortamento – Dra Camila Vasconcelos (OAB/BA)
18:30h às 19:00h – Encerramento

SERVIÇOS 
  • Escola Superior de Advocacia da OAB – R. do Carro, 136 Edf. Centro de Cultura João Mangabeira, Campo da Pólvora, Salvador.
  • Contato: eventos@crp03.org.br. 
  • Inscrições: https://www.sympla.com.br/saude-mental-genero-e-violencia__189511

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

França autoriza reprodução assistida para todas as mulheres

Até então, procedimento só era liberado para heterossexuais casadas

A medida deve entrar em vigor já no ano que vem

O governo da França autorizará a reprodução assistida para todas as mulheres, incluindo homossexuais e solteiras, a partir do ano que vem, informou a secretária de Estado de Igualdade, Marlène Schiappa, em entrevista à "RMC" nesta terça-feira (12).

Atualmente, esse tipo de reprodução só é permitida para heterossexuais casadas.
Marlène Schiappa

"Abrir a reprodução assistida a todas as mulheres é uma questão de justiça", destacou Schiappa confirmando que o presidente Emmanuel Macron "manterá sua promessa" de campanha.

Depois de anos de reflexão, o CCNE (Comitê Nacional para as Questões Éticas) havia se manifestado a favor da medida, em junho deste ano, também para lésbicas e solteiras. Para o órgão, essa técnica não deve ser permitida apenas e exclusivamente para casais heterossexuais com problemas de fertilidade.


No ano que vem, o Parlamento francês debaterá a revisão da Lei sobre a Bioética, que incluirá diversas mudanças na legislação do país.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

25 anos do Instituto Steve Biko Contará com Presença de Sueli Carneiro em Salvador

Suely Carneiro
Será amanha terça-feira (12), a partir das 18h30, no Plenário da Câmara dos Vereadores de Salvador,  a Sessão Especial em  homenagem aos 40 anos da morte de Steve Biko na África do Sul (12/9/1977) , proposta pelo vereador e presidente de Honra do Instituto Steve Biko, Silvio Humberto “Instituto Steve Biko – 25 anos”. 

 A Sessão –  contará com a presença da filósofa, escritora e ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro, Sueli Carneiro e sua abertura contará com musical do cantor, Lazzo Matumbi. Durante a sessão esta prevista homenagens para pessoas que contribuíram e ainda contribuem com o crescimento da Biko.

Esta previstos também as representações  das Universidades Federais da Bahia e Recôncavo (UFBA/UFRB), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).

Durante a seção o Instituto divulgará Campanha Biko + 25 Anos, destinada a angariar recursos para a finalização da primeira etapa da construção da nova sede da Biko, localizada no Campo Grande. 
A construção – até então – conta com patrocínio da Coca Cola Foundation, que entregará o prédio já no terceiro pavimento. A partir daí, serão necessários recursos para acabamento das obras, para o que toda população, militantes e apoiadores da Biko poderão contribuir, marcando seus nomes nesta conquista.

Com 630m², o prédio que abrigará a Faculdade Steve Biko – no Campo Grande  São três andares, que vem sendo reestruturados do zero, uma vez que se precisou ruir toda estrutura anterior para dar início a novas construções. Com apoio da Coca-Cola Foundation, a Biko vem mantendo o trabalho físico das obras.  
A previsão é de que a Faculdade abrigue quatro salas de aula, uma Biblioteca, Brinquedoteca e salas administrativas. Ao todo, a Faculdade poderá receber 200 estudantes por dia.
Dentre os pilares que guiarão esta Faculdade, está a promoção de iniciativas que valorizem a diversidade étnico racial, que contemplem os saberes e fazeres da cosmovisão africana e suas diásporas na produção de conhecimento. Esta será a temática debatida pela ativista, Sueli Carneiro, a convite da Biko e do Mandato de Silvio Humberto

SERVIÇO

Sessão Especial “Instituto Steve Biko – 25 anos”, com Sueli Carneiro
Onde: Plenário Cosme de Farias – Câmara dos Vereadores (Praça Municipal)
Quando: 12 de setembro (terça-feira), 18h30
Proposição: Vereador Silvio Humberto (PSB)
Aberta ao público

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

TamoJuntas Realiza 2ª Edição "DIREITO E GÊNERO: LEI MARIA DA PENHA NA PRÁTICA"

Por Mônica Aguiar 

TamoJuntas realizará em Salvador a segunda edição do curso Direito e Gênero: Lei Maria da Penha na Prática . 
O curso conta com parceria da Escola Superior da Advocacia da OAB/BA, e será realizado  nos dias: 25, 27/09, 02 e 04/10 . 

Esta segunda edição é aberta para todas as profissionais, a única exigência é que seja mulher. As inscrições estão abertas até 25/09/17, e ou até as vagas encerrem, são 55 vagas.

A organização TamoJuntas, presta assessoria multidisciplinar (jurídica, psicológica, social e pedagógica) gratuita para mulheres em situação de violência, visando o fortalecimento das mulheres a partir de conhecimento, com divulgação de conteúdos sobre direitos da mulher através das redes sociais e em eventos. 

Fundada em 2016, já realizou várias atividades que  dialogam diretamente com setores da sociedade  sobre as desigualdades que as mulheres negras estão submetidas, além da promoção e  aprimoramento no  conhecimento de várias profissionais de  direito sobre seus deveres em ajudar a combater a violência praticada contra as mulheres

As atividades  que são multidisciplinares já foram desenvolvidas em vários estados: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. 
Como: - Assistência multidisciplinar á mulheres em situação de violência, mutirão de tendimento Lei Maria da Penha, curso violência de gênero: aspectos Jurídicos, sociais e psicológicos, rodas de diálogo, curso direito e gênero: lei Maria da Penha na prática.

Para   Laina Crissóstomo, advogada,  fundadora e presidenta do TamoJuntas  

 

"Ser mulher preta e advogada é um desafio diário, precisamos provar que somos advogadas e precisamos provar o tempo todo que somos competentes. O evento terá uma mesa composta somente por advogadas pretas que lutam todos os dias por seu ativismo, mas também para fortalecer outras mulheres negras vitimas das diversas formas de violência!"




No mês de Julho foi lançado a série Nós, Mulheres Negras com textos voltados para as mulheres negras em homenagem ao dia 25 de Julho ,Dia da Mulher Negra, Afrolatina e Caribenha e Nacional Tereza de Benguela. Outros projetos  como :


Encontra-se na página  http://tamojuntas.org.br/




quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Pesquisa revelam por imagem efeitos da depressão pós-parto no cérebro

Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP revelam  alterações nas  Imagens do cérebro feitas por ressonância magnética, causadas pela depressão pós-parto.
O trabalho identificou mudanças na concentração de substâncias metabólicas relacionadas ao funcionamento de regiões cerebrais responsáveis pelo processamento e regulação dos estímulos afetivos, assim como na cognição, que acabam comprometidos em casos de depressão. O estudo realizado pelo médico Carlos Eduardo Rosa envolveu especialistas e pesquisadores de psiquiatria, neurorradiologia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, engenharia e física médica.
“A depressão pós-parto é um subtipo de transtorno depressivo maior, subdiagnosticada e altamente prevalente, acometendo cerca de 19% das mulheres. Ela acarreta um significativo sofrimento para a mulher, sua criança e toda a família”, explica o médico. Segundo ele, em casos raros, quando uma depressão pós-parto severa não é detectada, e sobretudo se progride para uma psicose pós-parto, podem ocorrer abortamento induzido, suicídio e até homicídio do bebê pela mãe.
A ressonância por espectroscopia de próton possibilitou obter dados metabólicos e neuroquímicos de regiões específicas do cérebro em casos de depressão pós-parto. De acordo com o médico, tais regiões “participam de circuitos de sistemas que processam e regulam os estímulos afetivos e estão envolvidos na fisiopatologia da depressão”. Além disto, uma das regiões estudadas tem importante papel nas funções executivas (relacionadas a adaptação e flexibilidade para lidar com novas contingências, resolução de problemas, respostas de movimentos e verbais a estímulos externos, ativação de memórias remotas e ao direcionamento do comportamento) e na cognição, que ficam comprometidas em estados depressivos.
Diagnóstico
As participantes foram recrutadas no estudo Brazilian Ribeirão Preto and São Luís prenatal cohort (Brisa), que avaliou 1.370 gestantes de Ribeirão Preto, realizado pelos professores Ricardo Cavalli, Marco Antonio Barbieri e Heloisa Bettiol. “Após o parto, foram realizadas entrevistas por telefone com 199 participantes selecionadas, para uma triagem de sintomas depressivos”, relata o pesquisador. “Posteriormente, 184 mulheres foram convocadas para uma detalhada avaliação clínica presencial, envolvendo entrevistas estruturadas, aplicação de escalas e instrumentos de avaliação, que selecionou 36 mulheres com depressão pós-parto, predominantemente livres de medicações, e outras 25 sem problemas psiquiátricos relevantes.”
O estudo detectou alterações neuroquímicas em região cerebral relacionada com a depressão pós-parto, como a redução do “complexo de glutamato” (glutamato mais glutamina). “Esta substância participa da neurotransmissão dos neurônios do córtex cerebral, da plasticidade e da formação de novas ligações entre células nervosas (sinapses). A redução sugere disfunção metabólica no acoplamento entre células, evolução para dano neuronal e baixa atividade funcional e metabólica”, diz o médico. Outra diminuição importante é a do “complexo do NAA” (N-acetil-aspartato mais N-acetil asparto-glutamato), que indica disfunção metabólica e perda da integridade dos neurônios. “Ambas estão associadas a alterações no metabolismo que resultam em comprometimento.”
A pesquisa também mostra que o uso de contraceptivos hormonais apenas com progestágenos, independentemente das participantes terem depressão ou não, está associado ao aumento do complexo de glutamato e, possivelmente, à hiperatividade funcional de uma das regiões do cérebro estudada.
“Os resultados abrem caminho para o estudo de novos alvos para agentes terapêuticos e o desenvolvimento de novas intervenções para tratar o transtorno depressivo maior e principalmente a depressão pós-parto, a qual exige cuidados e intervenções específicas, considerando tanto a gestação quanto a lactação.”
Além da FMRP, a pesquisa teve a participação do Departamento de Física da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP e do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, em Houston (Estados Unidos). 
Os resultados do estudo são relatados no artigo Glutamatergic and neural dysfunction in postpartum depression using magnetic resonance spectroscopy , que foi publicado no periódico científico Psychiatry Research: Neuroimaging no mês de julho.
As conclusões do trabalho também são descritas na tese de doutorado Disfunção neuroquímica na depressão periparto, orientada pelo professor Antonio Carlos dos Santos.
 O estudo teve ainda a colaboração dos professores Jair C. Soares, Carlos Ernesto Garrido Salmon e Cristina Marta Del-Ben.
Mais informações: e-mail cer.carlosrosa@gmail.com, com Carlos Eduardo Rosa

Fonte:jornal.USP/Júlio Bernardes - Foto: internet