sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

RETROSPECTIVA BLOG MULHER NEGRA

Por Mônica Aguiar 

Estou apresentando a minha 3ª retrospectiva iniciada em 2015.  Este ano de 2017, são 12  matérias. As mais acessadas no meu  Blog MULHER NEGRA  de janeiro a dezembro . 

Nos dois anos anteriores, apresentei as retrospectivas, baseada em levantamentos realizados por mim, de matérias sobre mulheres e mulheres negras,  com maior número de publicações em diversos sites, blogs, jornais e revistas.

Neste ano de 2017, mesmo com avaliações positivas do ínfimo crescimento de imagem da mulher negra nas peças publicitárias, tvs e jornais,   ainda assim é  insuficiente destaques para as mulheres  negras que retratem o protagonismo, participação na vida política, na economia, na cultura, na literatura, nos desenvolvimentos científicos, tecnológicos e, quando acontecem vem descritos ou apresentados  com configuração subjetiva em datas específicas. 

Foram mais  de 45 mil acessos nas 12 matérias abaixo relacionadas, entre o blog   MULHER NEGRA e páginas sociais diretamente ligadas ao Blog MULHER NEGRA :  @mulhernegranegra; @mulhernegranegrammulher; @Mulheresdavidavida . Grupos no Facebook Mulher Negra e Piadas de Mulher .

Nestes, não estão contabilizados as reproduções do  site : http://www.portalafricas.com.br/v1/, onde estou como colunista colaboradora e outras paginas que também reproduzem matérias do BLOG  MULHER NEGRA .

Em fim ..................

Neste final de 2017, desejo todas e todos um feliz ano novo ! 

Que o ano de 2018, venha carregado de  paz com menos perdas das conquistas . 
Conquistas  alcançadas por milhões de trabalhadoras em sua maioria mulheres negras, ou que seja reconquistado o que esta sendo desmantelado.

Que a liberdade seja exercida de forma plena, livre da opressão , do racismo e machismo tão apresentados e vivenciados em 2017. Livres de todas as forma de violência e sem filtragem racial por parte de agentes da   segurança pública e dos setores de segurança pública . 

São as matérias  mais acessadas em 2017 

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/12/maes-negras-fazem-ensaio-fotografico.html 

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/10/2-encontro-rede-nacional-de.html 

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/09/debate-guerra-as-drogas-e.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/08/curso-tecnologo-superior-de-educador.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/06/kenia-maria-e-erico-braz-ganham-acao.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/04/mulher-negra-e-literatura-brasileira.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/03/i-conferencia-nacional-de-voluntarias.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/03/presidente-do-brasil-desqualifica-as.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/03/resolucao-garante-presencas-de-negros.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/02/dia-da-mulher-promete-ser-o-dia-sem.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/02/clementina-de-uma-voz-do-povo-emerge-o.html

https://monicaaguiarsouza.blogspot.com.br/2017/01/mulheers-negras-na-marcha-contra-trump.html

Atrizes dos filmes da Marvel se unem por filme só com mulheres

Segundo Karen Gillen, atriz de Guardiões da Galáxia, grupo já levou a ideia a Kevin Faige, presidente do estúdio 


As mulheres estão ganhando cada vez mais espaço no Universo Cinematográfico Marvel, fato que  acompanhando há algum tempo . Personagens como a Viúva Negra (Scarlett Johansson), Gamora (Zoe Saldana), Nebulosa (Karen Gillan), entre outras. Recentemente, em Thor: Ragnarok, a personagem Valquíria (Tessa Thompsom) é retratada como fator indispensável para a história.

Pensando em todas as conquistas, as atrizes dos filmes da Marvel: Zoe Saldanha, Tessa Thompson, Scarlett Johansson, Brie Larson, Danai Gurira, Karen Gillen, Evangeline Lilly e Pom Klementieff (@MrCraigKyle/Twitter) responsáveis pelo poder das personagens femininas,  revelam o desejo de um filme composto só de super-heroínas .

Em plena divulgação da aventura Jumanji – Bem-vindo à Selva, a atriz escocesa Karen Gillen falou ao site Indiewire sobre o os filmes do universo Marvel, do qual também faz parte (ela faz a azulada Nebula, de Guardiões da Galáxia). 
Segundo ela, as intérpretes de heroínas do estúdio estão se unindo para criar uma história só com elas. 
Agora é a hora certa, mais do que nunca” disse, referindo-se ao supergrupo feminino. “Veja o sucesso de Mulher-Maravilha. É claramente algo que todas nós queremos”.

Em recente entrevista ao Comic Book Resources, Tessa Thompsom, a estrela do último filme da saga Thor, revelou que houve uma conversa com outras atrizes sobre a ideia.  "Valquíria", Scarlett Johansson, Zoe Saldana, Pom Klementieff, Karen Gillian e Brie Larson existem no mesmo universo, mas, na prática, não chegam a trabalhar juntas.
"Nós estávamos especulando sobre as possibilidades de isso acontecer em Guerra Infinita e concluímos que não, nós devemos ter um filme inteiro no qual saberemos que vamos chegar e poder trabalhar juntas. Então, falamos com Kevin Feige e começamos a discutir sobre isso", revelou Thompsom.

Em novembro, em um evento da Marvel, o produtor Craig Kyle aproveitou que várias atrizes estavam lá e tirou uma foto para mostrar à filha. Estavam lá, além dela, Zoe Saldanha (Gamora, também de Guardiões), Tessa Thompson (Valquíria, de Thor: Ragnarok), Scarlett Johansson (Viúva Negra, de Vingadores), Brie Larson (a futura Capitã Marvel), Danai Gurira (Okoye, de Pantera Negra, ainda inédito), Evangeline Lilly (Vespa, de Homem-Formiga) e Pom Klementieff (Mantis, de novo Guardiões).

A imagem, que fez sucesso no Twitter, marcou o nascimento da ideia, levada por elas a Kevin Faige, o chefão da empresa, no mesmo dia. “Brie Larson disse: ‘devíamos ir até o Kevin e dizer para ele fazer um filme com o time feminino da Marvel’, então nós todas marchamos até lá em grupo e conversamos com ele,” contou Karen. “Ele ficou meio ‘Sim, isso seria espetacular’. Na verdade, não se comprometeu a nada, mas achou que era uma grande ideia”.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Mulheres negras do Nordeste são maioria entre as pessoas em vulnerabilidade e buscam inclusão nos ODS

Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver,
realizada em 2015, reivindicou novo pacto civilizatório
 no Brasil focado na eliminação do racismo e do sexismo
 | Foto: PNUD/Tiago Zenero
Rodas de Diálogo “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50: O que queremos em 2030?”, articulada pela Rede de Mulheres Negras do Nordeste, iniciam debates sobre a priorização das afro-brasileiras na resposta do país aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Cerca de 75% da população do Nordeste do Brasil é negra; 43,4% dos nordestinos e nordestinas estão em situação de pobreza; e 13% têm renda inferior a US$ 2 dólares por dia. Estes dados são reveladores da situação de exclusão e vulnerabilidade discutidos nas Rodas de Diálogo “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50: O que queremos em 2030?”, organizadas pela Rede de Mulheres Negras do Nordeste com o apoio da ONU Mulheres Brasil e de Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030. Os encontros aconteceram em Salvador, Maceió e Recife entre 5 e 15 de dezembro.
“Os estudos estão revelando um quadro mais preciso da vulnerabilidade e dimensionam a violação de direitos das mulheres negras. E isso chama à urgência de medidas concretas para colocar as mulheres negras no centro das prioridades políticas, dos investimentos públicos e das ações para a eliminação do racismo e das desigualdades de gênero. Não há desenvolvimento possível para o Brasil enquanto as mulheres negras continuarem como grupo que tem ficado para trás no acesso a direitos, condições decentes de sobrevivência e tomada de decisão”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.
Violência racial, sexista e geracional – Dois levantamentos recentes evidenciam a situação da vulnerabilidade das mulheres negras nordestinas. De acordo com o Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência, a possibilidade de uma mulher negra nordestina, entre 15 e 29 anos, ser vítima de assassinato é quatro vezes maior em relação às brancas – quase o dobro da média nacional. No Rio Grande do Norte, elas têm oito vezes mais chances de serem vítimas fatais da violência.
Conforme a Pesquisa Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, entre as mulheres que sofrem agressões físicas durante alguma gestação ao longo da vida (6% no universo de 10 mil mulheres), 77% são mulheres negras. Além disso, 24% das mulheres negras vivenciaram a ocorrência de violência doméstica contra as suas mães, enquanto a mesma situação foi vivenciada por 19% das mulheres brancas no Nordeste.
Debates entre mulheres negras – As rodas de diálogo “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50: O que queremos em 2030?” iniciam um processo de mobilização das mulheres negras, fazendo a conexão entre os grandes desafios mundiais e a sua implementação no nível local. “A partir da roda de diálogo, estamos reforçando as nossas estratégias de incidência e reafirmamos que não é possível pensar em desenvolvimento com a morte cotidiana de jovens negros, mulheres negras e homens negros”, considera Valdecir Nascimento, coordenadora executiva da AMNB (Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras) e integrante do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, vinculado à ONU Mulheres Brasil.
“O grupo está focado em produzir conceitos capazes de colocar as mulheres negras no centro do debate”, disse Valdecir, que também responde pela coordenação do Instituto Odara, responsável pela realização dos debates na capital baiana, em 5 de dezembro.
Localização dos ODS com foco em gênero e raça – Em Maceió, a Roda de Diálogos ocorreu em 6 de dezembro e reuniu representantes de entidades sindicais, comunidades de terreiro, acadêmicas, militantes da área da educação, saúde, jovens comunicadoras e governo municipal. “Ainda que os ODS sejam uma agenda global, tudo acontece no município. Então, é preciso provocá-los”, destacou Vanda Menezes, da Rede de Mulheres Negras do Nordeste.
Vanda conta que outro encontro está agendado para janeiro de 2018, quando as ativistas irão traçar uma “estratégia local para mulheres negras, conectada aos ODS e à Década Internacional de Afrodescendentes para ser apresentada ao município”.
Em Recife, a Roda de Diálogo “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50: O que queremos em 2030?” aconteceu no SINTEPE (Sindicato dos Professores do Estado de Pernambuco). Participaram: professoras universitárias, psicólogas, militantes de comunidades e dos coletivos de juventude negra. Segundo Mônica Oliveira, integrante da Rede de Mulheres do Nordeste e do Grupo de Apoio da Sociedade Civil da ONU Mulheres (GASC), um dos desafios é  “tornar os ODS mais próximos ao cotidiano das mulheres negras”. Entre os encaminhamentos, está a realização de novo encontro, no mês de janeiro de 2018, para ampliar a mobilização e convidar outros setores e segmentos para recolocar a discussão, inclusive no Fórum Social Mundial.
Mulheres negras nos ODS –  A localização da plataforma de ação do Manifesto da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver nos ODS subsidiam os diálogos tanto para reforçar os resultados da Marcha, quanto para reposicionar a atuação do movimento de mulheres negras com relação aos marcos internacionais.
A ONU Mulheres foi uma das apoiadoras da Marcha das Mulheres Negras, ocorrida em 2015. Na ocasião, a secretária-geral adjunta da ONU e diretora executiva da ONU Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, ressaltou os laços entre as mulheres negras na África e na diáspora.  “A luta de vocês é a nossa luta. E a luta da ONU Mulheres é a luta de vocês. Estamos aqui, no Brasil, para dizer que temos de pôr fim à violência contra as mulheres. Também estamos aqui para dizer fim ao racismo. Vamos em frente com o bem viver”, declarou.
Dois anos depois, a ONU Mulheres desenvolve a estratégia de comunicação e advocacy político Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, com a finalidade de mobilizar a visibilização e incorporação das perspectivas de  gênero e raça – com especial foco nas mulheres negras – na agenda governamental, intergovernamental e na opinião pública sobre desenvolvimento sustentável. “A ONU Mulheres está articulando ações para colocar as mulheres negras no centro da mobilização pelo desenvolvimento sustentável no Brasil e posicionando-as como agentes e público fundamentais para alcançar um Planeta 50-50, com paridade de gênero,  avançando na eliminação do racismo como estabelece a Década Internacional de Afrodescendentes. O nosso trabalho é inserir as mulheres em situação de maior vulnerabilidade, entre as quais se encontram as mulheres negras, nas principais agendas das Nações Unidas. E isso precisa ser feito o tempo todo para um processo de transformação inclusivo diário e que tenha efeitos robustos até 2030”, completa Gasman.
As Rodas de Diálogo acontecem no âmbito da estratégia de comunicação e advocacy político Mulheres Negras Rumo a Um Planeta 50-50 em 2030, desenvolvida pela ONU Mulheres em diálogo participativo  com o movimento de mulheres negras brasileiras, desde março de 2017, por meio de comitê integrado por: Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), Agentes da Pastoral Negra (APNs), Coordenação Nacional de Quilombos (Conaq), Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Fórum Nacional de Mulheres Negras, Movimento Negro Unificado (MNU), Negras Jovens Feministas e integrantes negras do Grupo Assessor da Sociedade Civil Brasil da ONU Mulheres (GASC).

http://www.onumulheres.org.br/noticias/mulheres-negras-do-nordeste-sao-maioria-entre-as-pessoas-em-vulnerabilidade-e-buscam-inclusao-nos-ods/

Onde estão as mulheres negras?

sábado, 23 de dezembro de 2017

Prêmio Exu de Música Afro-brasileira Inscrições até 07 de Março

 
A inscrições deverão ser realizadas   até  as 23:59 do dia 07 de março de 2018.

O “Prêmio Exu de Música Afro-brasileira” é um festival de música promovido pela Rádio Exu - http://radioexu.com, destinado a compositores músicos e intérpretes negros e/ou de comunidades quilombolas e/ou pertencentes a comunidades de povos tradicionais de matriz africana, que produzem música com a percussão e a temática das culturas tradicionais afro brasileiras e afro-amazônicas.

O Prêmio Exu de Música Afro-brasileira é aberto a compositores, músicos e intérpretes  negros e/ou de comunidades quilombolas e/ou pertencentes a comunidades de povos tradicionais de matriz africana, mesmo que em parceria com outras identidades étnico-raciais, que afirmem a estética percursiva da musicalidade de matriz africana e abordem temáticas da valorização da ancestralidade africana de matriz jeje, yorubana ou bantu, assim como a valorização das encantarias e cabocos afro-brasileiros na perspectiva do combate ao racismo e/ou da valorização do patrimônio artístico e cultural afro-brasileiro e afro-amazônico.

  Os interessados em participar deverão inscrever-se junto à Rádio Exu, enviando o material de inscrição para o e-mail exuradioweb@gmail.com

Todo o material de inscrição deve ser enviado em apenas um único e-mail, colocando no assunto apenas INSCRIÇÃO PRÊMIO EXU DE MUSICA AFRO-BRASILEIRA.
Não serão aceitas as inscrições de músicas que contenham propagando partidária ou que possam ser consideradas ofensivas a pessoas, entidades ou instituições.

Todas as etapas serão realizadas no ESPAÇO CULTURAL APOENA Endereço: Av. Duque de Caxias, 450 - Marco, Belém – PA. 

O Festival será realizado em 3 etapas: 1ª Etapa: A Comissão Organizadora do PRÊMIO EXU DE MUSICA AFRO-BRASILEIRA indicará uma comissão julgadora para a escolha de até 14 músicas entre as inscritas.
As músicas selecionadas serão divulgadas até o dia 21 de março de 2018.
2ª Etapa – eliminatórias: quarta e quinta-feira, dias 18 e 19 de abril de 2018
Apresentação ao vivo das músicas selecionadas e escolha de três musicas por dia para compor as seis 6 finalistas.
3a Etapa – Final – sexta-feira, 20 de abril de 2018
Apresentação ao vivo das seis músicas finalistas e premiação das vencedoras

 A Comissão Julgadora,  será formada por integrantes das organizações sociais e culturais que compõem a Rádio Exu e outros membros do movimento social negro, músicos e pesquisadores convidados para essa função.

A premiação contemplará do 1º ao 3º lugar e melhor intérprete .

MAIORES INFORMAÇÕES 

http://radioexu.com/noticia/248738/premio-exu-de-musica-afro-brasileira

http://radioexu.com/

Fonte : Equipe da Rádio Exu

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Mulher negra conquista espaço na publicidade

Isabel Maranhão e Vanesca   Minas Gerais 
Foto Mônica Aguiar "Destaque Mulher Negra 2016"
A mulher negra ganhou representatividade na publicidade brasileira. Segundo pesquisa da agência Heads, empresa signatária da campanha He for She, da ONU Mulheres, 21% das protagonistas de campanhas veiculadas na televisão no segundo semestre de 2017 eram negras. Foi um salto em relação ao primeiro semestre, quando a participação havia sido de apenas 4% e o maior índice desde o início do levantamento, há dois anos e meio.

Além da questão quantitativa, os dados também mostraram uma evolução qualitativa. Em 91% dos casos, as mulheres negras aparecem “empoderadas”. Isso quer dizer, explica Ira Berloffa Finkelstein, vice-presidente de estratégia da Heads, que elas são protagonistas e aparecem exercendo funções de destaque, em vez de repetir estereótipos sociais. 

Participação da mulheres negras em campanhas 
 2º sem. de 2003 : 3%
1º sem. de 2010: 1%
2º sem. de 2010: 12%
1º sem. de 2017 :  4%
2º sem. de 2017 : 21%

DIVISÃO RACIAL 
Mulheres brancas :74%
Mulheres Negras: 21%
Diversas : 5%

Homens Brancos :87%
Homens Negros :7%
Diversos :6%

Entre as celebridades que foram vistas na propaganda este ano estão a apresentadora Bela Gil, a atriz Sheron Menezes e as cantoras Karol Conka e Preta Gil. Para a executiva da Heads, a lista de nomes recrutados para campanhas está crescendo e mostra que, aos poucos, “ícones” do poder da mulher negra começam a surgir na publicidade – segundo ela, Karol Conka é o principal deles atualmente.

Fonte texto: Estadão 



Erika Januza fala sobre preconceito e dispara: “ser mulher e negra é mais difícil ainda”


A atriz Erika Januza, no ar em O Outro Lado do Paraíso, da Rede Globo, na pele de Raquel, revelou que assim como sua personagem, também já sofreu com o racismo na vida real.

Em entrevista a revista Quem, Erika revelou que teve que se virar para driblar a infância e a adolescência pobres e vencer na vida real. “Assim como a Raquel, penso antes de agir. Quando quero um negócio também vou atrás. Sou obstinada”, comentou. “O fato de ser atriz negra não me livra do preconceito diário”, completou.

“Ouvia que meu cabelo era ruim, cabelo de Bombril. Por isso, assim que pude, comecei a alisar”, disse ela. “Senti que a minha identidade mudou quando assumi meu cabelo crespo. Mudei por fora, mas mudei mais internamente. Depois que deixei de alisar meu cabelo, mudei minha visão de vida”, afirmou.

“Já tive relacionamento que a pessoa falou: ‘Não vamos sair de casa. Não vamos andar de mãos dadas’. Até entender depois que o problema era eu, demorou”, diz ela, recordando outra situação que passou no Rio, onde mora há dois anos. “Há pouco tempo, no trânsito, gritaram para mim: ‘Tinha que ser neguinha mesmo!’ Fiquei tão nervosa que parei o carro. Não tive reação”, revelou.

Erika também falou sobre a personagem “Recebi o convite do Walcyr [Carrasco, autor] para interpretar a Raquel e fiquei felicíssima. Estava terminando de gravar Sol Nascente [em março de 2017] e logo que me despedi da Júlia, já comecei outro processo de preparação. Tínhamos ensaio de câmera e aulas de prosódia por causa do sotaque do Tocantins, além de fonoaudióloga e trabalho de corpo. Ficamos quase um mês nos preparando em conjunto. E fez toda a diferença! Muito do que aprendi levo para a Raquel até hoje”.

Fonte: TVFOCO


Como o fim da neutralidade da rede pode silenciar mulheres e negros

 Por Sara Boboltz


A FCC votou pela revogação de regras que garantiam que os provedores de internet não podiam favorecer sites e serviços de sua preferência


Corporações bilionárias tiveram uma vitória na quinta-feira, quando a Comissão Federal de Comunicações (FCC) americana votou pela revogação das proteções que garantem a neutralidade da rede. Essas normas foram instauradas em 2015 para impedir que as provedoras de internet, como Comcast, Spectrum e Verizon, pudessem dar tratamento diferenciado a certos conteúdos de internet.
Agora essas empresas poderão fazer exatamente isso, e legalmente. Mas as restrições a conteúdos da internet podem não se limitar a cobrar mais dos internautas por certos serviços que requerem banda larga, como o Netflix. Com a revogação da isonomia, os provedores de acesso à internet, ou ISPs (a sigla em inglês), ganham a liberdade de bloquear ou sufocar qualquer conteúdo que as desagrade.
Isso pode incluir vídeos, textos ou imagens distribuídos por pessoas cujas vozes são subrepresentadas na sociedade mais ampla, incluindo mulheres e negros.
Se um ISP optar por cobrar mais das maiores empresas na internet, como Facebook e Google, por um acesso mais rápido, essas empresas provavelmente terão como pagar. Mas se os ISPs quiserem obstruir o acesso de sites mantidos por plataformas e organizações menores e por indivíduos, o custo adicional que cobrarão pode limitar a capacidade que essas plataformas e esses indivíduos têm de transmitirem sua mensagem.
Erin Shields, que trabalha para a ONG Center for Media Justice como organizadora nacional de campo para os direitos de internet, disse ao HuffPost que enxerga o potencial de censura como um problema.
"Não seria muito improvável vermos, no futuro, algum tipo de censura de conteúdos que grandes empresas possam considerar controversos", disse Shields. Ela observou que o simples fato de se pedir a uma organização sem fins lucrativos que pague por velocidades mais rápidas de internet pode prejudicar a causa dessas ONGs, deixando-as com menos recursos para fazer seu trabalho, como, por exemplo, dar apoio a jovens LGBT.
Mas os defensores da revogação da neutralidade de rede argumentam que, embora os ISPs terão o direito de dar tratamento diferente a diferentes conteúdos, isso não significa que o farão.
"Existem muitas coisas em nossa sociedade que não proibimos explicitamente, mas isso não significa que elas vão acontecer", argumentou Michael Powell, diretor da Associação Nacional de Cabo e Telecomunicações, em teleconferência na quarta-feira. "Não existe lei que me proíba de pintar minha casa de rosa-choque, mas garanto que não pretendo fazê-lo."
Várias corporações já afirmaram anteriormente que não vão agir com favoritismo em relação a conteúdos de internet. Mas os consumidores não têm outra escolha senão acreditar no que dizem.
Evan Greer, diretor de campanhas da ONG Fight for the Future, que defende a isonomia da internet, disse ao HuffPost que os ISPs provavelmente terão mais interesse em bloquear ou diminuir a velocidade de sites e aplicativos que compitam com seus próprios serviços.
"Sem a neutralidade na rede, não haverá nada que impeça os ISPs de discriminar contra setores inteiros de pessoas ou ideologias políticas", disse Greer.
Houve um precedente dessa questão em uma disputa ocorrida em 2007 entre a organização NARAL Pro-Choice America, que defende o direito ao aborto, e a Verizon, proprietária da empresa mãe do HuffPost, Oath. A Verizon se negou a deixar a NARAL usar sua rede para um programa de mensagens de texto promocionais, citando para isso seu direito de bloquear conteúdos "controversos ou repugnantes". Uma reportagem de 2007 no "New York Times" observou que a Verizon "parecia estar contrariando seus próprios interesses econômicos", já que a NARAL pagaria pelo acesso.
(O sindicato do HuffPost é representado pelo Sindicato de Roteiristas e Escritores da América, região Leste, que é a favor da neutralidade na rede e se opõe à sua revogação.)
No texto altamente crítico de quatro páginas que escreveu discordando da decisão da quinta-feira, a comissária da FCC Mignon Clyburn expressou preocupação com o efeito da decisão sobre "grupos marginalizados" que dependem da internet para se comunicar, "porque os veículos de mídia tradicionais não enxergam seus problemas e preocupações como sendo dignos de receber cobertura".
"Foi através das redes sociais que o mundo primeiro tomou conhecimento de Ferguson, Missouri, porque os grandes veículos de mídia noticiosa não deram importância ao caso até a hashtag começar a se multiplicar", escreveu Clyburn, aludindo ao movimento Black Loves Matter.
"É através de serviços de vídeo online que o entretenimento direcionado vem crescendo, que finalmente estão sendo contadas histórias que antes foram rejeitadas reiteradamente pelos grandes veículos de mídia e distribuição. E é através de plataformas seguras de trocas de mensagens que ativistas vêm se comunicando e organizando em prol da justiça, sem serem bloqueados por 'guardas' com opiniões divergentes."
Foi através das redes sociais que o mundo primeiro tomou conhecimento de Ferguson, Missouri, porque os grandes veículos de mídia noticiosa não deram importância ao caso até a hashtag começar a se multiplicar. Comissária da FCC Mignon Clyburn
O texto da comissária ecoou declarações anteriores dela sobre o perigo de censura da internet, comparando o modo com as pessoas usam a internet hoje a como os líderes do movimento de direitos civis na década de 1960 usavam o telefone.
O deputado democrata Keith Ellison, do Minnesota, e o presidente e CEO interino da NAACP (Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor) Derrick Johnson parecem concordar.
Num debate promovido no mês passado pelo Center for Media Justice, Ellison descreveu a isonomia na rede como "questão de justiça racial. Em um artigo de opinião para "The Hill", Johnson disse que o acesso ao entretenimento e o acesso a informações que podem condenar criminosos encaram a mesma ameaça.
"Imagine que você quisesse ouvir música ou assistir a programas de TV em streaming pela internet e tivesse que pagar a mais ou enfrentar velocidades de conexão muito lentas. Ou se você procurasse as imagens de vídeo que captaram os momentos fatais dos assassinatos brutais de homens negros desarmados, mas descobrisse que estavam bloqueadas", escreveu Johnson. "Essas são duas possibilidades muito reais que podem virar realidade se não mantivermos a neutralidade da rede."
Os defensores da internet neutra estão agora depositando suas esperanças no Congresso, que tem o poder de revogar a decisão da FCC no prazo de 60 dias.
Fonte: HuffPost

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

15º Ano do Festival Cena Brasil

por Mônica Aguiar 

 O Festival esta na sua décima quinta edição este ano  2017, acontecerá  nos próximos dias 16  e 17  de dezembro, na Praça do Fortim, das 18h às 22h, na Beira-mar do Sítio Histórico de Olinda.

Com mais de 300 inscritos e slogan Dignidade Urbana e Paz, 10 bandas e grupos culturais selecionados se apresentarão no palco do 15º ano do Festival Cena Brasil. As atrações tiveram seus currículos analisados durante 40 dias pela curadoria do projeto Sena Brasil.

O Sena Brasil também realiza anualmente durante a festividade no mínimo duas oficinas de capacitação. Nesta edição:- rádio comunitária, filmagem e fotografia para eventos. As oficinas tem duração de uma semana com 15 horas de aulas teóricas, e 08 horas aulas práticas. 

Dez bandas e Grupos agitaram o Festival nestes dois dias:  Pisada do Mestre, Valdir Afonjá, Carranza! e Zé Lamúria,  Banda Marlevou, Pax Nindi (Inglaterra), Ancestral (Jorge Riba), Maracatu Nação Camaleão, Lamento Negro e o projeto Vem Dançar Olind.
As  atividades acontecerão a partir das 18 horas no sábado dia  (16) e domingo dia (17) às 15 horas.

As apresentações do sábado, têm destaque pela diversidade de sons. Do autêntico coco ao regionalismo e o rock. 
No segundo e último dia do evento (domingo – 17), o 15º Festival Cena Brasil apresenta a proposta de um mix, que vai do maracatu ao reggae, música regional e a apresentação do inglês Pax Nindi, que traz uma mistura de África com Europa.

Outro plus ficará por conta da realização do “Ato político cultural em defesa da igualdade racial”, realizado por diversos ativistas da consciência negra em Olinda e com a participação de grupos e manifestações afro-brasileiras. O manifesto vai acontecer no domingo (17.12), no Pátio do Fortim, na orla do sítio histórico, às 16h.

No ambiente do Festival Cena Brasil será celebrado também a aprovação do Dia Nacional do Maracatu, instituído por unanimidade pela Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados. A Lei Dia Nacional do Maracatu foi fixada  no dia 1º de agosto, é um  projeto da deputada federal Luciana Santos (PCdoB/PE).  A data é uma homenagem a Luiz de França, o “Mestre Luiz”, que comandou o Maracatu Leão Coroado, de Pernambuco, por 40 anos e morreu há 15. O Leão Coroado é o mais antigo grupo sem interrupção e completou 155 anos em 2017.

O Maracatu é um ritmo afrobrasileiro originado no Estado de Pernambuco. Os sons do seu 'baque' formado pelo conjunto de alfaias, agbês e gonguês já influenciaram importantes movimentos musicais brasileiros, como o Manguebeat, inciado com Chico Science. Agora, esse som tipicamente pernambucano ganhou uma data comemorativa, válida em todo território brasileiro, homenageado no Festival Cena Brasil.

O evento é gratuito.
SERVIÇO:

15º Festival Cena Brasil | Edição 2017
Local : No pátio do Fortim do Queijo, Carmo, Olinda

  • Sábado (16.12), a partir das 18h, shows do Coco na Pisada do Mestre, Valdir Afonjá, Carranza e Zé Lamúria.
  • Domingo (17.12), às 15h, acontecem as apresentações das bandas e grupos Marlevou, Pax Nindi, Ancestral (Jorge Riba), Maracatu Nação Camaleão, Lamento Negro e o projeto Vem Dançar Olinda.


O Festival Cena Brasil

CENA BRASIL, um Festival  que acontece há 14 anos em uma das mais importantes cidades patrimônio do país: Olinda.
O Festival vem promovendo o diálogo entre ritmos e estilos musicais, focando em abrir espaço para novos talentos e ressaltando artistas já reconhecidos pelo seu trabalho. 
O CENA BRASIL destaca-se cada vez mais pela peculiaridade de suas atividades, pois o é o único festival do gênero em Olinda, que trabalha música, dança, audiovisual, comunicação, exposições, formação e informação. Este Festival vem atraindo diversos tipos de públicos, que lotam praças, auditórios e salas, prestigiando e divulgando os que dele participam e movimentando a cena cultural do estado.
Deixe sua marca em um festival que vem crescendo e se consolidando a cada ano, agregando novos parceiros, garantindo qualidade e inovação. Amplie ainda mais seu alcance.

http://cenabrasil.blogspot.com.br/ 

Conversa com : Viviane Alves, coordenadora do projeto  (81) 3494.447881 985025697
Fonte e Fotos: Cristiano Jerônimo, assessoria de comunicação



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Roda Afrolaje Cultural - Agregar ao Por do Sol - Kwanzaa!

Tempestiva Depressagem com Flávia de Souza 


O solo Tempestiva Depressagem é performance que dialoga com as vivencias emocionais, mentais e sentimentais do ser humano. 

Estas sensações são de difícil compreensão para a maioria da população. E a população preta é a mais prejudicada neste contexto. A depressão, o mal do século XXI, atinge todas as faixas populacionais, porém por conta de um racismo estrutural os negros e, principalmente, as mulheres negras sofrem com muito mais furor suas conseqüências...  Segundo pesquisa de 2011 do IBGE As pesquisas do IBGE mostram que o número de jovens negros que se suicidam é bem maior do que o de jovens brancos. 

            Desde a época do navio negreiro, a população negra já sofria e se suicidavam por depressão, na ocasião chamada de banzo, e tida como um mal que só acometia aos escravizados. E assim nada foi feito para combater a patologia da relação mente e alma. E os pretos foram como sempre deixados de lado, e sem o condicionamento para reconhecer o problema eles tiveram potencializados seus distúrbios, pois o direito a humanidade foi negado.

            A sociedade brasileira se condicionou a uma cobrança excessiva sobre a mulher negra, pregando que esta é uma fortaleza ambulante e não sente nada conseguindo lidar bem com tudo. Sabemos que esta é uma construção racista e que traz uma ideia de que somos mais objeto do que humanos.

            Assim trago estes relatos, a partir das falas e do corpo em movimento trazendo os gestuais que identifiquei quando fui acometida pela síndrome do pânico, vêm também desmistificar esta fortaleza que nos desenharam, e nos humanizar, de forma que possamos buscar ajuda antes que ocorra o pior. Como aquilo que aconteceu com a perda da escritora Neusa Santos, a autora de Torna-se Negro. Ela suicidou-se, deixando apenas um pedido de desculpas em um bilhete. E também com a jovem Dáleti Jeovana, de 20 anos, militante, estudante de jornalismo da federal de Tocantins se suicidou 2017. A menina que pulou do oitavo andar da UERJ em 2013, a jovem Ana Ivy que também se suicidou este ano de 2017.

            Depressão e doenças psicológicas são desenvolvidas também em decorrência dos abusos constantes, como o Racismo. Morremos quando somos excluídos, silenciados, perseguidos, isto provoca fadiga, ansiedade, auto-boicote, insegurança e logo chega às doenças psicológicas, e quando esta chega muit@s de nós não percebem e deixamos a vida nos levar, sem que façamos nada para mudar a situação. Segundo Durkheim o que acontece com a população negra na maioria das vezes é o suicídio anômico: esse tipo de suicídio é o que mais nos interessa, por ser o motivador, na concepção durkheimiana, dos suicídios dos jovens negros por exclusão e discriminação social, ou seja, por anomia. Não quero mais ser ou estar assim. Neste ano de 2017, Flavia Souza, esta que vos fala, pensei em deixar este mundo, mas encontrei no meu corpo, no meu centro de equilíbrio interior, no meu eu espiritual, mental e físico a cura.  E assim surgiu o MOVIMENCURE.

            E venho a um ano me debruçando e pesquisando sobre esta patologia da qual já fui vitima, e a partir das manifestações culturais, circulares e acolhedoras, onde movimenta a energia que cada ser carrega em si, encontrei uma possibilidade de cura. Assim trazendo a reflexão através da ancestralidade: Existe mente sem corpo? Alguém já viu um pensamento por ai?

            Com esta vivência cheguei a seguinte argumento: “Com o giro da saia me permito devanear, com o vento que ela faz, leva tudo que prejudica o ser e todo mal que espreita e só deixa o que tem de bom no meu ser e no meu eu interior”!

            Através de pesquisas e oficinas, Flavia Souza, esta montando um pequeno fragmento solo, com participações e intervenções de vídeos com relatos sobre saúde mental, psíquica, sobre a construção de um ser forte, sobre a dificuldade que pessoas, principalmente, negras têm de admitir que esteja sofrendo e precisando de cuidados e sobre como, onde e quando podemos e devemos buscar ajuda. É sabido que o corpo fala e dialoga sobre tudo, sobre cura, angustia e ancestralidade.

            Flavia percebeu que ao lidar com a saúde mental o problema é invisibilizado e silenciado entre a população negra. O auto-cuidado é praticamente inexistente e isto é herança que o banzo nos deixou.

            O banzo costuma ser descrito como estado de espírito dos negros escravizados que vinham para o Brasil. As pessoas negras entravam num estado grande de melancolia com forte sentimento de saudade da terra natal, desmotivação pela vida e assim muitos deixavam de comer e outros muitos cometiam suicídio. Segundo o Doutor em psicologia clinica Marcos Antônio Chagas Guimarães, o banzo sempre foi descrito de forma romantizada e folclórica, “Fenômeno sobrenatural” que pousava sobre os africanos, assim tirando o peso psíquico sofrido pelos escravizados, que hoje conhecemos como DEPRESSÃO.

A proposta é trazer os sentimentos, sensações emocionais e psicológicas para a movimentação corporal, trazer estas nuances com intervenções de vídeo com relatos de pessoas que já passaram por depressão ou síndrome do pânico, psicólogas e psiquiatras.


Quem é  FLAVIA SOUZA

Atriz, Coreógrafa, Cantora, Dançarina. Bacharela em Dança - UFRJ
Licenciatura em Artes pela Cândido Mendes
Presidenta e Fundadora da A.C.G. AFROLAJE
Vice Diretora da Associação de Mulheres Negras AQUALTUNE
Coreografa, MovimenCure e Auto Cuidado. Pesquisadora em Cultura Popular Afro Brasileira. Equipe A Face Negra do Amor grupo Madalena - Anastácia teatro das oprimidas. Grupo Cor do Brasil teatro do oprimido CTO Rio

Companhia Folclorica do Rio - UFRJ
(21) 98593-9942

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